segunda-feira, 27 de maio de 2013

Inteligência Financeira

Inteligência Financeira - parte 2 Autor(a): Pr. Josué Gonçalves Sempre, antes de comprar, submeta sua compra ao crivo destas 5 perguntas. Para não desperdiçar seu dinheiro, é necessário não comprar por impulso, ou por emoção. Não se deve comprar sem pensar e a dica é fazer estas 5 questões, assim, você terá uma ajuda e tanto para usar seu dinheiro com o que realmente é importante. O que comprar? Você nunca deve sair para fazer compras sem anotar o que vai comprar. Quem não anota o que deve comprar corre o risco de comprar vários itens desnecessários e esquecer-se do que realmente saiu para comprar. Leve sempre uma lista com tudo o que precisa e faça força para comprar somente o que está na lista. Exercite seu domínio próprio. A segunda pergunta: Por que comprar? A ordem de prioridade das compras é, em primeiro lugar, comprar o que preciso, depois o que desejo. Nunca compre somente por desejo, mas dê especial atenção às necessidades reais. Compre somente o que precisa. Não compre por emoção, mas sim com a razão. Use a mente, raciocine, pois aquele recurso usado no supérfluo pode faltar quando algum bem fundamental for necessário. A terceira questão que deve ser investigada antes de comprar é: Quando comprar? Fora de época, os produtos normalmente estão com o preço mais baixo. O melhor é comprar ventiladores no inverno e aquecedores no verão. Comprar presentes de Natal em outubro, a caixa de bombons 2 semanas antes do dia dos namorados e por ai vai. Escolha com inteligência o momento certo de comprar. A pergunta seguinte é: Onde comprar? Os menores preços estão onde a oferta é maior do que a procura. Se só houver uma loja vendendo o produto que você planeja comprar, certamente o vendedor poderá aumentar bastante a margem de lucro dele, pois não há concorrência! Quando, porém, o produto está sendo oferecido em várias lojas da mesma região, os vendedores reduzirão o preço para ganhar do concorrente. Compre sempre onde a oferta é maior do que a procura. A última questão é: Como comprar? Compre à vista, de preferência em dinheiro. Quase todas as lojas oferecem um desconto para pagamentos à vista. Na hora do pagamento, quando você pergunta se há desconto para pagamento à vista, normalmente o desconto é de 5% e pode ser ainda maior, se o pagamento for feito em dinheiro, pois o lojista não precisará pagar a taxa de uso da máquina de cartão. Nunca faça prestações par a comprar um produto que se desvaloriza logo ao sair da loja, leve a sério os juros, por menor que sejam, tenha cuidado com as compras no cartão de crédito! Infelizmente, muitas pessoas se iludem com a facilidade de comprar no cartão, mas não pensam no esforço desnecessário que terão de fazer para pagar. Não compre por emoção, mas pergunte a si mesmo: o que, por que, quando, onde e como, assim você dará um importante passo para ser um administrador inteligente.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Morte Para o Cristão...

Como o Cristão Deve Considerar a Morte?

por

W. E. Best


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (Eclesiastes 3:1,2)

“Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém” (Eclesiastes 7:1).

O dia da morte do cristão é melhor do que o dia do seu nascimento. Contudo, seu nascimento foi essencial para o dia da sua morte ser melhor. Quando alguém diz que uma segunda coisa é melhor do que a primeira, deve-se entender que a primeira coisa tem valor intrínseco. Todos os dias do cristão em Cristo sobre a terra são bons, mas estar com Cristo na glória eterna será melhor. Paulo foi abençoado em Cristo sobre a terra, mas o apogeu da bênção para Paulo seria estar com Cristo na glória: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei, então, o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne” (Filipenses 1:21-24).

Quando as coisas estão certas, uma conclusão é melhor do que um princípio. Portanto, o fruto é melhor do que a flor, a colheita é melhor do que a semeadura, a vitória é melhor do que a guerra, a recompensa é melhor do que o dificultoso percurso do trabalho, e o bom vinho é guardado para a conclusão da jornada (João 2:1-11).

A transformação da água em vinho foi o primeiro milagre realizado por Cristo para mostrar ser Ele mesmo o cumprimento das cerimônias do Antigo Testamento. Quando o homem tiver feito tudo o que ele pode, uma grande deficiência ainda permanecerá: “Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne, para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:3,4). O milagre foi operado em silêncio profundo. Nada é declarado com respeito ao método de operação. Nenhum meio foi empregado. O mesmo é verdadeiro na regeneração. Nada é declarado sobre como Cristo mudou a água em vinho. Ninguém pode traçar os princípios, pois um véu está posto sobre os atos criativos de Deus.

O nascimento introduz a depravação no mundo. Davi disse: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras” (Salmo 58:3). A morte remove essa depravação. A morte que no final Paulo morreu foi apenas o estágio final de uma morte que tinha sido contínua por toda a sua peregrinação cristã (2 Coríntios 4:10-5:10).

Jó disse: “O homem, nascido da mulher, é de bem poucos dias e cheio de inquietação. Sai como a flor e se seca; foge também como a sombra e não permanece” (Jó 14:1,2 ). Nunca passa um dia na vida de um cristão quando ele não é apresentado com objetos que deveriam lhe fazer refletir sobre a sua partida final. Nenhum estágio da vida, da infância à sepultura, é isento de inquietações. Até os melhores dos santos quase não têm tempo para vestir suas almas antes de deixaram os seus corpos. A vida humana é lisonjeira em seu princípio, pois ela vem como uma flor, mas ela breve vai embora e parte sem retorno. A morte leva o cristão ao descanso eterno: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Apocalipse 14:13). Essa é uma das sete bem-aventuranças registradas em Apocalipse (1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7; 22:14). A bem-aventurança prometida em Apocalipse 14:13 será um conforto especial durante a tribulação aos santos que não tiverem sido assassinados.

O nascimento traz todos a um estágio de morte: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hebreus 9:27). Ninguém deveria zombar do julgamento até que ele pudesse zombar da morte. Ninguém, senão uma pessoa insensível, ridiculariza a morte física. O que aconteceu a Adão é verdade para todos os homens: “E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu” (Gênesis 5:5). Ler a história dos descendentes de Adão pode não ser interessante, mas certamente estabelece um fato importante — todo ser vivente é apontado para morrer. O outro lado dessa moeda revela que a morte é a entrada tanto para a perfeição ou glória eterna como para a punição eterna.

Deus é onipresente. Assim como Deus não pode ser medito pelo tempo, Ele não pode ser limitado pelo espaço. Além do mais, assim como nenhum lugar pode estar sem Deus, nenhum lugar pode cercá-Lo ou contê-Lo. Portanto, Deus está presente com todos pela presença de Sua Deidade, mas Ele está presente com Seus santos pela presença de Sua eficácia graciosa no tempo e de Sua eficácia graciosa na eternidade.

Lucas 16:19-31 registra um contraste entre a vida e a morte na história de um certo homem rico e um certo homem pobre chamado Lázaro. O nome “Lázaro” significa “Deus socorre”. O homem rico não era importante o suficiente para ter o seu nome mencionado. Seu nome não estava registrado no Livro da Vida. Houve uma grande diferença em suas mortes. O homem pobre morreu (nenhum funeral mencionado), e ele foi carregado pelos anjos para o seio de Abraão. O homem rico morreu e foi enterrado (Estude Jeremias 9:17,18.). Há um contraste na eternidade entre o homem rico sem nome e o homem pobre com nome, que tinha sido socorrido pelo Deus soberano.

O relato de Cristo do homem rico e de Lázaro não deve ser deixado de lado sem considerar os versículos 26-31. O homem rico era mais aguçadamente consciente da vida futura do que uma pessoa nessa vida. Ele sabia o que estava acontecendo nos três reinos: (1) seu próprio reino no Inferno (v. 24), (2) o reino que ele viu, no qual Abraão e Lázaro estavam (vv. 25, 26), e (3) o reino no qual seus cinco irmãos viviam (vv. 27-31). Hades é tabu no pensamento moderno. A punição é um mito? Remova a punição e um novo ímpeto ao crime aparecerá.


A visão que o cristão tem da morte é a seguinte:

1. A morte é a liberação final da salvação. Há mais na salvação do que meramente escapar do inferno ou ir para o céu quando alguém morre. A salvação completa não é experimentada toda de uma só vez. Cristo morreu pelas ovelhas — tempo passado. Ele vive pelas ovelhas — tempo presente. O Senhor Jesus está vindo para as ovelhas — tempo futuro. Quando o homem caiu, a queda foi completa. Seu espírito morreu imediatamente. Sua alma se degenerou progressivamente. Seu corpo morreu no final. A redenção segue a mesma ordem. Os eleitos são justificados imediatamente, santificados progressivamente e glorificados no final.

2. Morte não é cessação, mas separação da existência. O crente passa do tempo para a eternidade. Paulo usou o substantivo grego kerdos significando ganho, o adjetivo kreitton significando maior, melhor ou superior, e o advérbio mallon significando mais ou muito mais em Filipenses 1:21-23. A combinação das palavras prova que o cristão falecido não se torna inferior a uma pessoa quando ele morre: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada...E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:18,23). O corpo redimido será a finalização ou perfeição do que Deus o Espírito Santo começou na regeneração. O Espírito aplicou o que o Filho de Deus providenciou em Sua morte. O que o Filho providenciou foi em favor do eleito que o Pai lhe deu antes da fundação do mundo.

3. A morte é o tratamento perfeito para todas as doenças espirituais e físicas. Não é a morte da pessoa, mas é a morte dos pecados da pessoa. O pecado é a parteira que trouxe morte ao mundo, e a morte será a sepultura para o pecado enterrado. A morte entrou pelo pecado, e o pecado sairá pela morte. Enquanto os cristãos estão na carne eles experimentam renovação interna e declínio externo (2 Coríntios 4:8-18). Quando os sofrimentos são comparados com a glória eterna, eles consideram os mesmos como nada (2 Timóteo 2:12; Romanos 8:17).

4. A morte deveria ser vista como descanso do pecado, tristeza, aflições, tentações, deserções, irritações, oposições e perseguições (Apocalipse 14:13; Romanos 5:3-5; 2 Coríntios 4:7-12). Os redimidos não são vasos de mérito, mas vasos de misericórdia. O barro não é colocado na roda da providência e deixado sem mudança. O vaso de Deus deve remir o tempo, pois os dias são maus (Efésios 5:16). Isso faz o descanso celestial do cristão ainda mais maravilhoso.

5. Morte é conquistar plena liberdade de todos os inimigos internos e externos. Os cristão serão livres do pecado interior (Romanos 7:14-25). Eles também serão livres de todas as forças das trevas e das artimanhas do Diabo (Efésios 6:10-17).

6. A morte deveria ser vista com a certeza de se ter uma escolta ilustre para escoltar o cristão (Lucas 16:22), seguindo seu caminho através do vale da SOMBRA da morte: “Ainda que eu ande pela sombra da morte (trevas profundas), não temerei mal algum” (John Joseph Owens). A escuridão pode ser intensa, mas ela é apenas uma sombra. O cristão não teme mal algum, pois “Tu (seu Pastor) estás comigo” (Veja o Salmo 23).

7. O cristão olha para a morte como uma partida da imperfeição para imperfeição (2 Timóteo 4:6). Paulo viveu uma vida espiritual progressiva. Ela não foi ausente de dificuldade, perseguição e sofrimento. Contudo, essa vida estava em preparação para a morte, pois ele aguardava a experiência com confiança alegre e expectativa esperançosa.


(Sermão pregado por W. E. Best , na Kingwood Assembly of Christ, no Domingo de 29 de Setembro de 2002)



Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 02 de Agosto de 2005.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011